A foto parecia queimar nas minhas mãos. Eu a dobrei rápido e enfiei no fundo da bolsa, como se escondê-la pudesse apagar o impacto. Mas nada apagava a sensação de que alguém tinha me seguido, registrado aquele momento em Veneza e, anos depois, decidido jogar isso contra mim.
Sentei na cama do hotel, tentando controlar a respiração. Meus dedos tremiam, e o coração não acompanhava o ritmo normal.
Quem mandou isso?
O nome de Chiara foi o primeiro a aparecer na minha mente. Fazia sentido. Ela tinha