A manhã amanheceu nublada, e as ruas de Valmor estavam cobertas por um manto de neblina. O céu, sempre claro e azul nas primeiras horas do dia, agora parecia mais distante, como se estivesse refletindo a confusão que se alojava no meu peito. Algo estava prestes a acontecer, algo que eu não conseguia prever, mas que, de alguma forma, sentia que chegaria com força.
Helena ainda estava dormindo quando saí de casa. A cada passo que dava, o som dos meus pés na calçada parecia mais forte, mais urge