A carta misteriosa que recebi na noite anterior continuava sobre minha mesa, dobrada cuidadosamente como se as palavras ali pudessem explodir a qualquer momento. Eu a relia pela quinta vez, tentando captar algo além da ameaça. Aquela frase — “Você está mais perto do que imagina. Mas cuidado: algumas heranças cobram um preço alto” — era uma faca de dois gumes. Estava perto do quê? Da verdade? Da minha família? Da ruína?
Enquanto as perguntas me corroíam, o dia amanhecia com as obrigações de sem