O castelo parecia respirar mais devagar naquela noite.
Céline percebeu isso assim que fechou a porta atrás de si, como se até as paredes de pedra, acostumadas a sustentar decisões que mudavam destinos, tivessem concordado em conceder uma trégua. O som distante de passos em outras alas se dissolvia rapidamente, engolido pelo silêncio profundo que envolvia os corredores superiores.
Ela caminhou sem pressa. Não porque não estivesse cansada — estava —, mas porque, pela primeira vez em dias, não hav