O bar era exatamente o tipo de lugar que Júlia gostava.
Luzes baixas, música pulsando no volume certo — alta o suficiente para envolver, baixa o bastante para permitir conversas próximas demais. Gente bonita, risadas soltas, copos tilintando como se ninguém ali tivesse grandes responsabilidades no dia seguinte.
Helena respirou fundo ao entrar.
Era estranho estar ali sem o peso direto da empresa, sem o olhar do pai, sem uma agenda invisível ditando cada passo. Pela primeira vez em dias, sentiu-se… leve.
Rodrigo ficou alguns metros atrás.
Não por imposição. Por escolha.
Observava o ambiente com atenção profissional, claro — saídas, circulação, possíveis excessos — mas também observava ela. A forma como o corpo de Helena parecia menos rígido, o sorriso surgindo sem esforço, o modo como se inclinava para ouvir Júlia falar, rindo alto demais de algo que claramente não era tão engraçado assim.
Ela estava se divertindo.
E ele não iria roubar isso.
— Vai ficar aí plantado a noite inteira? — p