O mundo não havia acabado.
Mas dentro dele, tudo estava em ruínas.
Haruki demorou a perceber que ainda respirava. O ar entrava aos pedaços, como se tivesse de pedir permissão aos pulmões para existir. Cada inspiração vinha curta, cortante, rasgando o peito por dentro, como se algo estivesse quebrado — e estava. Ele sabia. Não precisava ver. O aperto, a dor surda que se espalhava pelas costelas, o ardor profundo que fazia sua visão escurecer a cada tentativa de puxar mais ar… tudo gritava que se