Eu não sei há quanto tempo estou aqui.
O tempo deixou de existir no momento em que a escuridão me engoliu por completo. Não há dia, não há noite. Não há começo nem fim. Apenas eu… e o som dos meus próprios passos, lentos, arrastados, irregulares. Cada movimento ecoa como um lembrete de que ainda estou vivo — e de que estar vivo dói.
A perna mal responde.
Cada vez que tento apoiá-la no chão, uma dor aguda atravessa-me de baixo para cima, como se o osso estivesse quebrado por dentro de propósito,