A dor não vinha em ondas.
Ela era constante.
Uma presença viva, pulsando, queimando, esmagando minha perna como se o próprio chão tivesse decidido me devorar lentamente. Eu sentia cada osso pressionado, cada nervo gritando em silêncio, um pedido inútil por alívio que nunca vinha.
Meu pé estava preso.
Não preso como alguém que tropeça.
Preso como algo que foi escolhido.
Tentei puxar a perna de novo.
O erro foi imediato.
A dor explodiu com uma violência tão absurda que meu corpo reagiu antes da m