Assim que os portões do parque surgiram diante de mim, senti o corpo vacilar. Era como se aquele espaço, tão comum para tantos, fosse para mim um limite invisível. Respirei fundo e entrei.
As árvores balançavam suavemente, deixando cair pequenas pétalas que se prendiam à minha roupa. Crianças corriam em círculos, segurando balões coloridos, enquanto casais mais velhos passeavam de mãos dadas. O som de uma flauta distante — provavelmente alguém treinando em algum canto do parque — se misturava