Quando a carta chegou, minhas mãos tremeram tanto que quase não consegui abrir o envelope. Reconheci a caligrafia dele de imediato — firme, contida, mas ao mesmo tempo carregada de uma tensão que quase podia ser sentida no papel. Só de ver seu nome no remetente, o coração disparou.
Abri com cuidado, como se qualquer descuido pudesse rasgar o fio frágil que finalmente nos ligava de novo. Li uma vez. Duas. Três. Cada palavra gravava-se em mim como fogo.
A data. O local. Um parque.
Era real. E