Haruki
A noite caiu com uma lentidão que parecia zombar de mim.
O ar de outono trazia o cheiro úmido da terra e das folhas molhadas que o vento arrastava pela rua. Eu andava sem pressa, cada passo soando como uma confissão. O eco de seus olhos ainda me perseguia — aquele olhar da Emi, meio assustado, meio esperançoso, que parecia implorar para que eu ficasse.
Mas o que eu poderia ter dito?
O que se diz depois de anos de silêncio e feridas?
Quando cheguei em casa, a pequena lanterna pendurada na