O mundo parecia sustentar-se sobre aquele fio invisível que unia o olhar de Haruki e Emi. O silêncio estava tão carregado que cada respiração se tornava audível, quase palpável. Havia uma estranha simetria entre eles: dois irmãos separados por dores profundas, mas agora reunidos diante da possibilidade de dizer o indizível.
Emi foi a primeira a vacilar. Seus lábios tremeram, as mãos inquietas, apertando o tecido da saia como se aquilo pudesse conter a tempestade dentro dela. O coração batia t