POV ZION BELLINI
A porta bateu.
Não foi forte. Nem seca. Foi aquele tipo de batida que parece dizer “tô indo, mas queria ficar”.
E eu fiquei ali.
No meio da sala.
Com o peito nu. O cabelo pingando. E a porra do gosto dela ainda na minha boca — mesmo sem beijo.
A imagem dela me vendo daquele jeito…
Os olhos arregalados.
As costas virando tão rápido como se eu fosse um erro.
E eu era.
Sou.
Sempre fui.
Joguei a toalha no sofá. Passei as mãos no rosto com força, tentando esfregar a raiva, a saudade,