A noite caiu cedo naquele canto do mundo, cobrindo Tromsø com um manto silencioso e azul. O fiorde refletia apenas alguns pontos de luz vindos da vila, distantes e imóveis, como se até o tempo tivesse parado para escutar o inverno.
Madeleine acendeu a luz da sala, regulando a intensidade para algo que lembrasse a luz morna de casa. Ou, ao menos, o que costumava chamar de casa. O novo abajur de cerâmica, comprado no mercado, deixava o ambiente menos impessoal. Ao lado dele, a estufa funcionava c