Guilherme
A última risada se apagou com a porta se fechando. A casa, que horas antes pulsava música e conversa, agora estava mergulhada num silêncio delicioso. Um silêncio só nosso.
Eu recolhi os últimos copos da varanda, enquanto Estela fechava as cortinas e apagava as luzes da sala. Mas havia uma luz que nem precisava ser acesa — a lua cheia entrava imponente pela parede de vidro da varanda, prateando o chão, a piscina, e o corpo dela.
Estava de costas pra mim, só com a parte de baixo do