Parte 44...
Ayla
— Não entendo... Isso é ciúme agora? – o provoquei, mesmo sem saber por quê.
Ele não respondeu. Apenas se aproximou de uma vez, segurando meu braço, puxando-me para ele.
— Você não tem ideia do que está mexendo - disse baixo. — Acha que sabe, vai acabar se machucando.
— Tenho ideia sim - retruquei, sentindo o coração disparar. — E você também pode se machucar.
— Ayla…
— Você não pode me afastar de tudo e depois querer que eu confie em você.
— Eu não pedi sua confiança.
— Mas exige obediência. Isso é ridículo.
O rosto dele estava perto demais agora. Eu sentia o calor, sua respiração.
— Você não entende. Nada disso é simples.
— Então para de me tratar como se eu fosse fraca. Me conta o que eu não sei. Quero entender.
Os olhos dele desceram para minha boca. Subiram de novo. E meu coração disparou.
— Você está provocando algo que não deveria.
— Então não provoque de volta.
Foi inesperado pra mim. Foi ele quem me beijou primeiro. Não foi calmo, nem delicado. Foi um beijo p