Parte 14...
Emir
Quando cheguei no corredor do escritório, ouvi barulho de metal batendo. Tlec. Tlec. Tlec. Suspirei. Só podia ser ela. Abri a porta.
Ayla estava na varanda, algemada na grade, parecendo um gato molhado e enfezado.
Assim que me viu, ela levantou o queixo.
— Não fala nada. - ela disse primeiro, irritada. — Se vier com sermão, eu pulo daqui mesmo.
Eu encostei a mão na porta, segurando a vontade de rir pra que não visse.
— Parece confortável. - falei seco.
— Confortável? - bateu a algema na grade. Tlec. — Eu devia processar essa casa inteira por tortura psicológica! E começando por você.
Me aproximei.
— Você tentou fugir pelo telhado.
— Eu estava caminhando! - me cortou. — Caminhando num lugar alto. Acontece.
— Acontece? - levantei a sobrancelha. — Caiu quantas vezes?
— Nenhuma! - ela cruzou os braços, mas a algema puxou seu pulso de volta. — Só… Quase. Levemente. Minimamente, uma vez.
Um canto da minha boca quis subir. Segurei.
— Os meus homens me disseram que você quase