A porta do escritório se fechou com um clique suave, mas para Pedro, o som foi definitivo como o de uma cela se trancando. Ele não se moveu. Permaneceu de costas para a sala, o cigarro esquecido entre os dedos, a fumaça subindo e se dissipando. As palavras dela — Quero o divórcio — ecoavam no silêncio, não como uma ameaça, mas como um fato consumado. Ele esperava raiva, lágrimas, uma briga. Não esperava aquela calma gélida. Mesmo que o casamento deles não estivesse bem, ele não imaginou que um