Isabella
A escuridão não é um vazio; ela é feita de fragmentos.
Eu estou submersa em um oceano de estática, onde vozes distorcidas lutam para emergir. Sinto o frio do metal, o cheiro metálico de sangue, o som de tiros que ricocheteiam nas paredes da minha memória como trovões em uma noite de tempestade. E, de repente, um flash: o rosto do meu pai. Arthur Andrade, com sua expressão de granito, desmoronando diante dos meus olhos.
“Papai!” — o grito fica preso na minha garganta, sufocado pe