"Ela desmonta minha armadura com um toque — se eu ceder, perco a vingança e me entrego inteiro; e é isso o que mais me aterroriza." — Fernando Torrenegro
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Ela me desmonta como ninguém. Não é só um gesto — é a precisão de quem soube, desde o primeiro segundo, exatamente onde golpear. Eu me armo com palavras frias, com ordens, com olhos de pedra; me visto de aço para o mundo inteiro. Mas quando ela estende a mão, quando os dedos tocam meu ombro como quem pousa uma bandeira no que resta de terra conquistada, tudo se apaga. A armadura vira pó na palma dela.
Hoje a cena se repete e me fere como se fosse a primeira vez. O toque dela no meu pescoço — leve, impossível — é uma sentença. O sussurro escapa de entre os dentes dela como uma confissão e, porra, como dói ouvir aquilo: “Então fique.” Não pedi, não mereço, não quero… e já estou preso.
Segurei o pulso dela como se segurasse a própria ruína. Apertei até sentir os tendões saltarem sob a pele; não para ferir, não de todo, mas para conte