Maria Clara abriu os olhos lentamente, como se emergisse de um nevoeiro. A claridade suave incomodou por um instante, e ela piscou algumas vezes até que as formas ao redor começassem a ganhar contorno. Então ela o viu.
Não era um sonho.
Álvaro estava ali, sentado na poltrona à sua frente, o corpo levemente inclinado. Vestia roupas mais simples do que o habitual, ainda assim elegantes, e a expressão em seu rosto misturava preocupação e algo mais profundo, algo que a fez prender a respiração.
Ela