Ele caminhou até a mesa e fez um gesto breve, porém educado.— Sente-se, senhorita Duarte.Maria Clara sentou-se na poltrona de couro. As mãos repousaram no colo, tentando disfarçar o nervosismo.Álvaro acomodou-se em sua imponente cadeira, recostando-se com naturalidade e permaneceu olhando para ela por um instante longo demais.— Estou feliz em recebê-la — disse por fim, com a voz grave e surpreendentemente suave. — Não esperava que a madre enviasse alguém tão jovem. Mas ela me deu excelentes recomendações sobre a senhorita.Maria Clara respirou fundo.— Com todo respeito, senhor, eu tenho vinte e cinco anos. Trabalho com crianças desde minha adolescência.Ele a estudou, claramente surpreso.— Vinte e cinco? — murmurou, inclinando levemente a cabeça. — A senhorita aparenta menos. Ainda assim, é muito jovem para lidar com os meus filhos. Eles precisam mais do que uma professora… precisam de formação completa: idiomas, comportamento, disciplina. A senhorita é habilitada em espanhol, i
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