Do lado de fora, Roberto e Leonor aguardavam.
— Como ela está? — perguntou Roberto, apreensivo.
— Muito abalada.
Álvaro voltou o olhar para Leonor.
— Ela viu tudo — confessou Roberto, em voz baixa. — Estava comigo no jardim quando ouvimos os gritos.
Álvaro respirou fundo.
— Leonor, você poderia ficar com ela enquanto peço um chá?
— Claro.
Apesar de quase não terem convivência, naquele momento a presença de outra mulher parecia essencial, alguém que pudesse compreender sem julgar.
Leonor entrou