CELSO MIRANTES
19º DISTRITO POLICIAL
O interior da delegacia cheirava a café queimado. Não fui colocado em uma cela, graças a Deus e ao poder do meu sobrenome, mas fui deixado em uma sala de interrogatório pequena e cinza, sentado em uma cadeira de metal desconfortável.
A porta se abriu e Arthur entrou.
Arthur era o melhor advogado criminalista de colarinho branco da cidade. Ele usava ternos de cinco mil dólares, tinha um sorriso de tubarão e cobrava por minuto o que a maioria das pessoas ga