ROSÁLIA DUARTE
O relógio de parede da sala de estar parecia zombar de mim. Eu estava sentada no sofá, balançando a perna num ritmo frenético que faria um baterista de heavy metal sentir inveja.
Minha mente criava cenários horríveis. E se a fiança fosse negada? E se um fotógrafo tivesse provocado Celso na saída e ele tivesse perdido a cabeça novamente? E se o Célio tivesse mais cartas na manga?
O som do elevador privativo apitou.
Pulei do sofá como se tivesse levado um choque elétrico. As po