CRISTINA SANTIAGO
Entramos no carro e o silêncio era como uma terceira pessoa sentada no banco de trás. Minha mente era um redemoinho com a bagunça dos acontecimentos recentes, Miranda, Richard, Helen, Heitor, a certidão de casamento e, acima de tudo, a arrogância inacreditável do homem sentado ao meu lado.
Eu olhava pela janela, vendo as mansões do bairro passarem como borrões. Minha cabeça doía. Eu saí de casa determinada a conseguir um divórcio e acabei no centro de uma conspiração para des