CRISTINA SANTIAGO
A seriedade na voz de Helen era como um balde de água gelada. O que diabos a mídia podia estar divulgando sobre mim? Que eu era uma péssima cantora de chuveiro? Que eu comia o último pedaço de bolo na geladeira e não avisava? Uma foto desarrumada na rua?
— Helen, não estou entendendo — falei, minha mente girando em busca de alguma gafe que eu pudesse ter cometido.
— Apenas venham, querida. É melhor conversarmos pessoalmente.
— Estamos a caminho — respondi.
Desliguei o telefone