CRISTINA SANTIAGO
A raiva é um combustível potente, mas até ela se esgota. Em algum momento durante a madrugada, entre socar travesseiros e xingar Ethan Petterson de todos os nomes feios que conhecia, a exaustão me venceu. Adormeci em um sono pesado e sem sonhos, mergulhada no meu próprio ódio.
Quando acordei, porém, a fúria estava de volta, renovada e afiada. O sol da manhã entrava pela fresta da cortina, mas para mim, o mundo continuava escuro. A primeira coisa que fiz foi testar a maçaneta.