CRISTINA SANTIAGO
O café da manhã parecia ter gosto de papelão.
Ou talvez fosse só meu humor azedo refletindo no pão torrado.
Desde que acordei, sabia que o dia no escritório seria horrível. Eu não fazia a menor ideia de como encarar Ethan depois da minha “brilhante” frase existencial no meio da cama.
Revirei os olhos sozinha, dentro do elevador da empresa, enquanto subia os andares. O espelho me mostrava uma mulher arrumada, cabelo preso num rabo de cavalo quase profissional, mas por dentro eu