CRISTINA SANTIAGO
Entrar na casa dos meus pais era como atravessar um portal mágico. Só que, em vez de me levar para Nárnia, me levava para um circo onde eu sempre era a palhaça principal.
A porta mal se abriu e já dei de cara com Beatriz, também conhecida como minha venenosa irmã Cobratriz, cujo veneno escorria pelos olhos sempre que me via respirando.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou, quase engasgando com o próprio ar.
Ah, como eu amo ser recebida com carinho.
— Boa noite pra você