CRISTINA SANTIAGO
No dia seguinte, mesmo depois de dormir um pouco, ainda sentia um cansaço profundo. Assimilei meus sentimentos e percebi que a culpa que eu sentia era estranha. Não era culpa por sua morte, mas culpa por me sentir aliviada. Aliviada por ele nunca mais poder me machucar.
Rosália acordou com o cheiro do café que eu forcei meu estômago a entender que precisava preparar.
— Você está de pé — ela constatou, com a voz rouca de sono. — Você dormiu?
— Um pouco. — A verdade é que passei