25. Somos Um Contrato
Acordo com o celular tocando insistentemente. Olho para o relógio e meu corpo inteiro entra em alerta: 7h15.
Droga.
Pulo da cama, tropeçando nos papéis da Harrison & Co espalhados pelo chão. Passei a madrugada inteira revisando contratos e acabei dormindo em cima deles.
— Ann! — Harper grita quando saio do banheiro. — Você está atrasada!
— Eu sei! — respondo, correndo até o armário.
Enfio a primeira roupa que encontro, prendo o cabelo num rabo de cavalo torto e saio correndo, com os contratos debaixo do braço.
No metrô, tento me arrumar usando o reflexo da janela. Um desastre. Mas, pelo menos, terminei o trabalho.
Chego à Evermont às 8h20. Corro para o elevador, rezando para Nathan ainda não perceba meu atraso.
Claro que não tenho essa sorte.
Quando as portas se abrem no trigésimo andar, ele está parado em frente à minha mesa. De braços cruzados. Com um olhar que poderia congelar qualquer um.
— Bom dia, Sr. Prescott — digo, tentando soar normal enquanto praticamente voo até minha cade