Capítulo 29 – O Vaso e a Desconfiança
O jardim interno era, para mim, um raro refúgio. Caminhei lentamente entre os canteiros, buscando um respiro, um intervalo das paredes pesadas e dos olhares que nunca se desviavam sem deixar julgamento. Ali, ao menos, havia silêncio — quebrado apenas pelo vento que arrastava folhas secas pelo chão de pedra e pelo ruído distante dos servos em alguma parte da fortaleza.
Foi quando ouvi.
Um som seco, rápido, o estilhaço de cerâmica rasgando o ar. Levantei os