O céu começou a escurecer às quatro da tarde. Clara percebeu quando saiu para recolher as toalhas do varal, suas mãos ainda marcadas pelo cheiro de álcool e sangue dos curativos da manhã. As nuvens rolavam em rolos cinzentos, engolindo o sol antes da hora, e o vento trazia aquele cheiro úmido de terra revolvida que sempre anunciava temporal. "Katiany!", chamou, dobrando as toalhas contra o peito enquanto recuava para a varanda. "Vem ajudar antes que a chuva chegue!" O silênci