ANTES DE DORMIR
Onze da noite.
O banheiro estava com aquele cheiro de sabonete e água quente que acabou de sair do chuveiro. A pia de mármore já tinha respingos, a toalha de mão pendurada torta na argola. Coisa de quem usa o espaço de verdade, não de quem visita.
Enfiei o rosto na água fria. Deixei correr por alguns segundos, sentindo o choque na pele. Quando levantei, o cabelo tinha escapado do coque frouxo e formava mechas molhadas grudando na testa.
Fiquei olhando no espelho.
Meu rosto