A VÉSPERA
A mansão tinha um silêncio diferente naquela noite.
Não era o silêncio de casa vazia, que eu já conhecia bem. Era o silêncio de véspera. Aquele peso gostoso no ar, quando alguma coisa boa está prestes a acontecer e você sente cada segundo passando devagar, como se o tempo quisesse prolongar a expectativa.
Amanhã seria pequeno no tamanho, mas gigante no que importava. Jardim dos fundos, só as pessoas que amamos, um juiz de paz que a Elara conseguiu com uma amiga. Nada de salão, nad