O NAMORADO DA IRMÃ
Quinta-feira. Oito da noite.
A campainha ecoou no mármore do hall de entrada.
Elara alisou a barra do vestido pela quinta vez em dois minutos. A mão tremia um pouquinho – tão pouco que quem não conhece não vê, mas quem conhece percebe na hora. O ar dentro da mansão parecia mais pesado do que o normal.
A porta dupla abriu.
Mateus Torres cruzou a soleira.
Alto. Calmo. Camisa escura de botão sem gravata, aquele tipo de confiança que vem de dentro e não precisa de teatro, de voz