A XÍCARA DE DOMINGO
Domingo. Oito e meia da manhã.
A luz do sol entrava rasgando a janela de vidro da cozinha, desenhando um quadrado claro no chão de granito. A casa inteira tava naquele silêncio morto de fim de semana, quando a maior parte dos funcionários não sobe pro andar principal.
A garrafa térmica de café já tava na ilha.
E do lado da garrafa, o jornal impresso.
O Estadão de domingo. Maço grosso. Papel cinza, cheiro de tinta barata. Eu passei meses vendo aquele jornal largado por a