Domingo, 10h da manhã.
E aqui estou eu. Sentada no sofá, pijama velho, cabelo preso num coque torto, encarando a xícara de café como se ela tivesse alguma resposta pra me dar.
Se alguém me olhasse agora, provavelmente pensaria: “Olha aí, uma mulher plena, centrada, dona de si.”
Mentira.
Porque tudo o que passa na minha cabeça, desde ontem, é aquele maldito beijo. Aquele lago. Aquela senhora intrometida. Aquele homem. Aquele maldito homem.
Cruzo os braços, descruzo. Me levanto, ando até a cozinh