Cheguei na agência antes mesmo do relógio bater oito. Não porque eu fosse exemplar, dedicada ou qualquer adjetivo bonito que colocam em currículos.
Era só medo.
Medo de cruzar com ele no elevador, medo de encarar o próprio reflexo e lembrar da noite anterior, medo de admitir — até pra mim mesma — que eu ainda não tava pronta pra lidar com tudo que vinha junto com esse homem.
Me sentei na minha baia, respirei fundo e liguei o computador, fingindo que precisava desesperadamente revisar a proposta