A chuva começa fina, quase tímida, como se pedisse licença ao cair sobre o para-brisa do carro de Marta. O vidro embaçado reflete seu rosto ainda marcado pelas lágrimas, e, ao lado, Jonathan acompanha tudo do carro dele, como uma sombra silenciosa. Eles saem da igreja, mas levam consigo algo que não se dissolve com as bênçãos do padre: a ferida aberta da saudade, da incerteza… e o eco de uma oração que ainda pulsa no peito dos dois.
Marta não diz para onde vai, e Jonathan não pergunta. Apenas s