Ninguém entra numa sala para falar sobre um bebê desaparecido com o coração tranquilo. Jonathan sente isso no peito como um soco. O corredor é estreito, a porta pesada se fecha atrás dele com um estalo que parece selar um destino. O silêncio no interior do escritório não é casual, é meticulosamente calculado. As paredes, o ar parado, o cheiro de café amargo esquecido em alguma xícara. Tudo ali convida à verdade. Ou, ao menos, ao que se consegue reunir dela entre dor e lembranças fragmentadas.
O