O instinto nunca grita, ele sussurra. Mas há dias em que até o sussurro tem o gosto de sangue. E Islanne Schneider sente isso no ar. A cidade acorda com um véu de silêncio espesso, como se algo estivesse prestes a se romper. Ela termina o café ainda quente, os olhos vidrados na tela do celular que vibra em cima da mesa.
Uma única mensagem.
Formal. Objetiva. Estranhamente calculada e profissional:
“Islanne Schneider. Hoje às 10h. Estacionamento subterrâneo 2 do antigo hospital desativado. Compar