O silêncio da madrugada pesa como concreto sobre a mansão escurecida. Nenhum som de motor na rua, nenhum latido distante. Apenas o tique-taque preguiçoso de um relógio antigo ecoa pela cozinha vazia, onde Alan Moretti, de olhos injetados e rosto abatido, encara o copo meio cheio de uísque como se pudesse encontrar ali respostas que a sua mente já não é capaz de fornecer. As luzes estão apagadas, um pedido mudo para que o mundo lá fora esqueça que ele ainda existe. Mas a verdade é que Alan não c