Rui entra na sala da presidência do Grupo Schneider com o tipo de calma que só o desespero bem camuflado conhece. Terno alinhado, olhar firme, mãos nos bolsos como se carregassem chumbo, e não a ruína de tudo que acreditava sentir e ser. Jonathan levanta os olhos do tablet ao notar sua presença, mas algo na atmosfera muda antes mesmo da primeira palavra. Há algo errado. Muito errado.
— Rui? — Jonathan ergue as sobrancelhas, a expressão amistosa, mas atenta.
— Você agendou esse horário ontem à