O silêncio que paira sobre a mansão Schneider nesta manhã não é como os outros silêncios. Ele não traz paz, não descansa. É um silêncio espesso, que pesa nos ombros de quem o escuta. Um silêncio que carrega memórias sufocadas, presenças que fazem falta e ausências que gritam. Um silêncio que chora.
Marta está parada à porta do quarto dos filhos. Seus dedos, trêmulos, repousam no batente como se aquele simples toque fosse sua âncora em um mar revolto de lembranças e saudade. Seus olhos passeiam