A madrugada ainda veste o céu de breu quando a F 250 atravessa os portões da fazenda. O motor ronrona baixo, abafado pela tensão que se acumula na cabine. Não é o cansaço da missão que pesa entre eles. É algo mais denso, mais quente. É desejo misturado com tudo o que ficou suspenso no ar durante os últimos dias: medo, tensão, cumplicidade… e algo que nenhum dos dois ousa nomear, por enquanto.
Eduardo dirige com uma mão firme no volante, a outra repousa possessiva na coxa de Darlene, como quem d