A madrugada avança arrastada e silenciosa no Sítio dos Maia. O céu escuro parece pesar sobre o mundo, e a quietude do campo é tão profunda que só se ouve, de longe, o coaxar solitário de alguns sapos e o ruído do vento deslizando entre as folhas. A casa principal repousa sob a penumbra, como se adormecida junto com seus habitantes. No entanto, uma única exceção desafia a paz daquela noite: uma fresta de luz que escapa pela porta cerrada do escritório, cortando a escuridão como uma lâmina silenc