O silêncio da sala de estar pesa como uma sentença. Marta encara a tela apagada do celular ainda em suas mãos, os dedos trêmulos e o coração acelerado. As últimas palavras de Vivian ecoam dentro dela como um grito abafado: “Preciso de paz… preciso encarar o que deixei para trás.” Marta sabe que a amiga está tentando se erguer, mas o peso que carrega é imenso, mais do que qualquer mulher deveria suportar. A imagem de Vivian sozinha, grávida, tentando organizar a própria vida sem apoio, a corrói por dentro.
Um pensamento a atravessa como um raio, se eu não tivesse ido embora para o interior, Jeff não teria sido roubado. A culpa cai sobre seus ombros com uma força esmagadora. Ela sente a respiração falhar, e em seguida, uma convicção nasce dentro dela. Precisa fazer justiça. Precisa, de algum modo, reparar o que o destino e as escolhas erradas tiraram de Vivian.
Marta se levanta bruscamente, pega a chave do carro em cima do aparador e segue até o quarto onde Isadora brinca com os bebês e