Se alguém ainda ousasse acreditar que mafiosos não dominam tecnologia, bastaria cruzar o saguão silencioso da ala leste da mansão Schneider e encarar a porta trancada da antiga sala de jogos. Ali, onde antes ecoavam gargalhadas sobre mesas de pôquer e sinuca, onde o uísque circulava entre apostas e derrotas, o espaço agora pulsa com uma vibração diferente algo entre o apocalipse digital e uma operação militar clandestina.
As luzes estão apagadas, mas os monitores acesos são como olhos luminoso